A Região dos Vinhos Verdes promoveu no passado dia 6 de junho, em Nova Iorque, a segunda edição da “Vinho Verde Wine Experience”.
Estiveram presentes mais de 200 vinhos de 31 produtores nacionais e cerca de mil importadores e jornalistas norte-americanos. O evento, decorreu nos CanoeStudios de Nova Iorque, e contou com cerca de 300 a 400 convidados por cada uma das três sessões em que esteve dividido ao longo do dia e nas quais, para além das provas, momentos de entrevistas e degustações com cada produtor.
Decorreram ainda duas mesas temáticas que incluiram provas educativas a cargo de dois “sommeliers”. A “Vinho Verde Wine Experience” insere-se na aposta promocional que a região está a efetuar nos Estados Unidos, que em 2018 corresponderá a um investimento de 414.568 euros. Nos últimos dez anos, as exportações de Vinho Verde para os Estados Unidos aumentaram de 4,9 milhões de euros para 13,43 milhões de euros, fazendo com que as vendas naquele país correspondam, atualmente, a 21,8 % do valor das exportações deste produto do Norte de Portugal. Estes números correspondem a um crescimento das vendas, em termos materiais, de 2,5 milhões de litros em 2007 para 5,1 milhões de litros em 2017, segundo dados da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV). Segundo esta comissão, apesar de representar uma quota significativa das exportações de Verde, os Estados Unidos registam ainda um consumo relativamente baixo de vinho, com uma média de dez litros anuais per capita — contra os 40 verificados em Portugal. Os indicadores apontam que o consumo de vinho pelos norte-americanos tem vindo a aumentar, “o que significa que é mais fácil crescer com o mercado do que conquistar quota num mercado estagnado”, refere a instituição. Por outro lado, apesar de as exportações para aquele país representarem já mais de um quinto das vendas totais de Vinho Verde no estrangeiro, em termos locais este região vinícola ocupa ainda uma diminuta quota de mercado, que a comissão espera ver aumentar nos próximos anos. Paralelamente a este potencial crescimento, o preço médio do vinho é superior nos Estados Unidos – país marcado pela multiplicação de pequenas garrafeiras especializadas na compra a pequenos produtores de alto valor – do que em mercados de dimensão semelhante, como o alemão, onde os clientes são quase exclusivamente supermercados, com preços médios mais baixos.

Fonte: Dinheiro Vivo/Lusa